
Homens e mulheres de
várias idades afirmam que não têm interesse pelo sexo, engrossando
o "movimento assexual", com adeptos por todo o mundo. O quarto está
com as portas fechadas e à meia-luz. O que falta? O clima de tesão
e o desejo sexual. Ingredientes que estão em falta em muito mais
camas do que se possa imaginar. Basta navegar pela inetrnet e
descobrir que o "movimento assexual" ganhou força e adeptos de
várias partes do mundo. São pessoas que declaram não ter desejo
sexual. Alguns, dizem, apaixonam-se, relacionam-se, mas são
perfeitamente capazes de viverem sem relações sexuais e sem sentir
a mínima falta delas. O desinteresse não é só por alguém do sexo
oposto, como também pelo mesmo sexo.
É o caso, por exemplo, do pernambucano André (nome fictício), de 40
anos. Desde a adolescência, percebia que tinha um apetite sexual
diferente do que outros garotos da sua idade. "Em um grupo de
amigos, era comum haver a cobrança de sair para transar e eu não
sentia vontade de fazer isso. Até tentei entrar no jogo. Cheguei a
ir para cama como outras pessoas faziam, mas não era tão bom!",
conta ele. No início, ser diferente da maioria o assustou. "Pensei
que havia algo errado comigo e com a minha sexualidade. Mas depois
que amadureci, vi que não tinha problema algum. Este é o meu jeito
de ser. Este sou eu", avalia.
André terminou o último relacionamento há cerca de dois anos e, diz
ele, é capaz de conta em uma única mão quantas vezes teve relações
sexuais depois. "Apesar de transar quando estou em um
relacionamento, não sinto falta de sexo. Melhor do que isso é
assistir a um filme e ouvir um CD novo. Estes, sim, são alguns dos
meus grandes prazeres", declara. O preconceito? Sempre existe no
começo. Na roda de amigos, ele é considerado "diferente". é assim
também com o paulista Leandro, 24 anos. Descobriu
com o tempo a falta
de desejo por sexo. Nunca teve uma relação sexual por opção e não
vê problema algum nisso. "Quando descobrem que sou virgem, algumas
pessoas dizem que sou gay ou pensam que tenho algum trauma com
relação a isso. Nunca querem aceitar que sou apenas uma pessoa que
não se prende às exigências da sociedade", diz ele. Nos seus
relacionamentos, valoriza mais, como conta, o abraço, o beijo e o
carinho. "As pessoas com quem me relacionei tinham propósitos que
não eram apenas transar e sim passar um momento legal com outra
pessoa", relata.
Virtual - A maior rede de relacionamentos na internet, o
Orkut, tem 10 comunidades ligadas ao tema. A maior delas, a
"comunidade dos assexuados" , conta com 764 internautas que
discutem em fóruns temas relacionados à sua sexualidade.
Internacionalmente, o tema tem ainda mais força. Foi criado,
inclusive, um site para marcar encontros amorosos de pessoas também
desprendidas do sexo, como o Platonic Partners . Há, ainda, os que se
dedicam a explicar e discutir o assunto com internautas, como o
Asexual Visibility and Education Network e, em
português, há a página Refúgio Assexual.
Falta de interesse sexual dentro do relacionamento: Os
especialistas são unânimes em afirmar que perder o interesse pelo
parceiro (a) não é uma patologia. Ao contrário. Talvez, a maneira
como o casal esteja conduzindo a relação amorosa não esteja
agradando ao outro. E se o problema for esse, é mais fácil resolver
em uma boa conversa a dois. Também é normal que o desejo sexual
mude com o passar dos anos de convivência. O que acontece nesta
situação não é a falta do desejo, mas a diminuição dele. Esta fase
é perigosa para os casais que associam o amor unicamente ao sexo e
isso pode encaminhá-los para o fim do relacionamento. Se o desejo
de um diminuir primeiro que o do outro, uma terapia pode ajudar a
melhorar a vida a dois.
Aversão ao sexo: Nesta situação, a falta de interesse pelo
sexo incomoda e geralmente vem associada a outros distúrbios de
personalidade. Aqui, sim, existe uma disfunção sexual de origem
psiquiátrica. A ausência do desejo é associada a algum momento da
história da pessoa que às vezes até ela desconhece. Por exemplo,
uma educação reprimida durante a infância (algumas vezes por causa
da religião), alguém que presenciava relações sexuais dos pais ou
que tenha sofrido algum tipo de abuso. Nessa situação, é essencial
o apoio de um psicoterapeuta para ajudar a resolver este problema.
Homens e mulheres com este tipo de aversão tendem a não ter amigos
e ficar sozinhos (as) com pessoas do outro sexo, além de odiarem
falar sobre o assunto.
Vida sem sexo - Aqui se enquadra a maioria dos internautas
que faz parte de comunidades no Orkut declaradamente assexuais. São
pessoas que dizem que não sentem desejo também por nenhum dos
sexos. Trocam a relação sexual facilmente por qualquer outra coisa
que lhe dá mais prazer. Se vivem bem com isso, convivem com o
preconceito, não é um problema. É um estilo de vida.....
eis a questao mais frustante...
sexo sem amor??
amor sem sexo..
caro leitores so sei q os dois devem consilhar (andar)
juntos..na mesma direçao....
bjossss